Perdão: enquanto não compreendido, não
será vivido com excelência.
Uma vez me falaram que o Reverendo Hernandes dias
Lopes falando do seu irmão que foi brutalmente assassinado, disse que: Se não
perdoasse o assassino de seu irmão não tinha condições de ser um pastor.
Ministrar sobre perdão, como obter e liberar perdão é muito fácil, o difícil é
aplicar esse ensinamento em nossas vidas. Jesus quando ensina o Pai Nosso, Ele
nos orienta a pedi a Deus que nos perdoe
assim como nós perdoamos as pessoas que nos fizeram mal (Mt 6.12). Notemos
que há uma condição para alcançar o perdão de Deus, que primeiramente devemos
perdoar as pessoas que nos fizeram mal. Minha mãe me confessou um dia que havia
perdoado o assassino da minha irmã assassinada em 1996, e como prova disso já
não sentia raiva ou qualquer outro tipo de sentimento escuro pelo o assassino,
esse que veio a se suicidar logo em seguida. Mas como posso perdoar uma pessoa
que só me faz mal? Como chegar diante de Deus todos os dias suplicando-lhe o
perdão e saber que para obter o perdão pelas ofensas que fazemos a Ele, temos
que perdoar quem nos tem ofendido? A melhor pessoa para nos ensinar é o próprio
Deus que sofreu ofensa maior, pois depois de ter criado tudo, inclusive o
próprio homem, o delegou para administrar o paraíso, nomeando os animais,
podendo desfrutar de toda árvore do jardim, menos da árvore da ciência do bem e
do mal (Gn 2.17). O homem traiu a confiança de Deus e com isso entrou a dor, a
terra foi amaldiçoada, entrou o pecado e conseqüentemente a morte.
O homem passa a viver debaixo do pecado (Rm 3.9) e
o próprio pecado separa o homem de Deus (Is 59.2) a ponto de concluir dizendo:
Não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). Mas o próprio Deus, a pessoa
ofendida, na queda de Adão e Eva já projeta uma forma de se reconciliar com o
homem, é o que denominamos de proto-evangelho, isto é, a primeira referência a
vinda de Jesus. Éramos inimigos de Deus, mas voltamos a ter aliança com Ele
através da morte de Cristo (Rm 5.10), porque Deus provou seu grande amor por
nós, sendo ainda pecadores, ou seja, seus inimigos na morte de Cristo. Era Ele
se reconciliando com homem através de seu filho (Rm 5.8). Mas entender perdão,
ainda é um grande desafio para igreja, por isso é plausível a pergunta de
Pedro: “Até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Ora,
nosso Deus foi ofendido tantas vezes e continua a ser ofendido, mas, contudo,
todavia estar disposto a nos perdoar. Chego a conclusão que não importa a
intensidade que somos ofendidos, temos que perdoar! Todas as justificativas são
anuladas na cruz, na morte de Cristo, uma vez que Deus amou de tal maneira, de
maneira inexplicável. Assim somos nós, dependentes do Espírito Santo levados a
perdoar quem nos ofendeu primeiro.
Morra pelo Evangelho de Cristo!
