segunda-feira, 29 de setembro de 2014

PERDÃO GENUÍNO

Perdão: enquanto não compreendido, não será vivido com excelência.

Uma vez me falaram que o Reverendo Hernandes dias Lopes falando do seu irmão que foi brutalmente assassinado, disse que: Se não perdoasse o assassino de seu irmão não tinha condições de ser um pastor. Ministrar sobre perdão, como obter e liberar perdão é muito fácil, o difícil é aplicar esse ensinamento em nossas vidas. Jesus quando ensina o Pai Nosso, Ele nos orienta a pedi a Deus que nos perdoe assim como nós perdoamos as pessoas que nos fizeram mal (Mt 6.12). Notemos que há uma condição para alcançar o perdão de Deus, que primeiramente devemos perdoar as pessoas que nos fizeram mal. Minha mãe me confessou um dia que havia perdoado o assassino da minha irmã assassinada em 1996, e como prova disso já não sentia raiva ou qualquer outro tipo de sentimento escuro pelo o assassino, esse que veio a se suicidar logo em seguida. Mas como posso perdoar uma pessoa que só me faz mal? Como chegar diante de Deus todos os dias suplicando-lhe o perdão e saber que para obter o perdão pelas ofensas que fazemos a Ele, temos que perdoar quem nos tem ofendido? A melhor pessoa para nos ensinar é o próprio Deus que sofreu ofensa maior, pois depois de ter criado tudo, inclusive o próprio homem, o delegou para administrar o paraíso, nomeando os animais, podendo desfrutar de toda árvore do jardim, menos da árvore da ciência do bem e do mal (Gn 2.17). O homem traiu a confiança de Deus e com isso entrou a dor, a terra foi amaldiçoada, entrou o pecado e conseqüentemente a morte.
O homem passa a viver debaixo do pecado (Rm 3.9) e o próprio pecado separa o homem de Deus (Is 59.2) a ponto de concluir dizendo: Não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). Mas o próprio Deus, a pessoa ofendida, na queda de Adão e Eva já projeta uma forma de se reconciliar com o homem, é o que denominamos de proto-evangelho, isto é, a primeira referência a vinda de Jesus. Éramos inimigos de Deus, mas voltamos a ter aliança com Ele através da morte de Cristo (Rm 5.10), porque Deus provou seu grande amor por nós, sendo ainda pecadores, ou seja, seus inimigos na morte de Cristo. Era Ele se reconciliando com homem através de seu filho (Rm 5.8). Mas entender perdão, ainda é um grande desafio para igreja, por isso é plausível a pergunta de Pedro: “Até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Ora, nosso Deus foi ofendido tantas vezes e continua a ser ofendido, mas, contudo, todavia estar disposto a nos perdoar. Chego a conclusão que não importa a intensidade que somos ofendidos, temos que perdoar! Todas as justificativas são anuladas na cruz, na morte de Cristo, uma vez que Deus amou de tal maneira, de maneira inexplicável. Assim somos nós, dependentes do Espírito Santo levados a perdoar quem nos ofendeu primeiro.



Morra pelo Evangelho de Cristo!